A mobilidade elétrica está mudando a maneira como consumimos energia. E para quem pensa em ter um carro elétrico e utilizar a energia solar produzida em casa para recarregá-lo, a possibilidade de reduzir os gastos com recarga torna essa combinação ainda mais interessante.
Com a crescente oferta de automóveis eletrificados no Brasil, muitos consumidores começam a considerar não apenas o preço de aquisição do veículo, mas também os custos de utilização.
Uma das principais vantagens dos veículos que podem ser carregados na tomada é a possibilidade de substituir parte ou todo o consumo de combustível por eletricidade.
Mas quanto custa carregar um carro elétrico em casa? E quanto é possível economizar quando a residência possui um sistema fotovoltaico?
Para responder, vamos considerar um motorista que percorre aproximadamente 1.300 quilômetros por mês, um cenário ilustrativo de utilização urbana na cidade de São Paulo.
Carro elétrico e híbrido plug-in: entenda as diferenças
O veículo 100% elétrico, também conhecido como BEV, utiliza exclusivamente a energia armazenada em sua bateria para movimentação. Sua recarga pode ser realizada em casa, no trabalho ou em estações públicas.
Já o híbrido plug-in, identificado pela sigla PHEV, combina um motor elétrico com um motor a combustão. Sua bateria pode ser recarregada na rede elétrica, permitindo realizar parte dos deslocamentos sem utilizar gasolina.
A principal diferença está na utilização da energia.
Enquanto o carro totalmente elétrico depende da recarga da bateria, o híbrido plug-in oferece a possibilidade de alternar entre eletricidade e combustível, conforme a autonomia disponível e as condições de condução.
Em ambos os casos, a recarga residencial pode proporcionar uma redução significativa dos custos de utilização.
Quanto custa carregar um carro elétrico em casa?
Vamos considerar um veículo elétrico com consumo médio de 16 kWh a cada 100 quilômetros.
Para percorrer 1.300 quilômetros mensais, o automóvel consumiria aproximadamente 208 kWh de energia.
Adotando uma tarifa residencial ilustrativa de R$ 1,00 por kWh, o custo mensal seria de aproximadamente R$ 208.
Agora, vamos comparar com um automóvel a gasolina que percorra 12 quilômetros por litro, considerando o combustível a R$ 6,30 por litro.
Para percorrer os mesmos 1.300 quilômetros, seriam necessários aproximadamente 108,3 litros de gasolina, resultando em um gasto mensal de R$ 682,50.
Comparação de custos: elétrico versus gasolina
| Indicador | Carro elétrico | Carro a gasolina |
|---|---|---|
| Quilometragem mensal | 1.300 km | 1.300 km |
| Consumo considerado | 16 kWh/100 km | 12 km/l |
| Energia ou combustível mensal | 231 kWh | 108,3 litros |
| Preço unitário | R$ 1,00/kWh | R$ 6,30/litro |
| Custo mensal | R$ 231,00 | R$ 682,50 |
| Custo anual | R$ 2.772,00 | R$ 8.190,00 |
Nesse cenário, a economia estimada com o veículo elétrico, utilizando energia da distribuidora, é de R$ 451,50 por mês, equivalente a R$ 5.418 por ano.
Isso representa uma redução aproximada de 66,2% no custo de energia para deslocamento, em comparação com o automóvel a gasolina.
Os valores são ilustrativos e consideram uma eficiência de recarga de 90% para o veículo elétrico. Não incluem custos de manutenção, impostos, depreciação ou investimento na aquisição dos veículos. A tarifa de eletricidade e o preço da gasolina podem variar.
QUANTO VOCÊ PODE ECONOMIZAR AO RECARREGAR UM CARRO ELÉTRICO COM ENERGIA SOLAR DA SUA CASA?
A economia pode ser ainda mais interessante quando a residência possui um sistema de geração fotovoltaica.
No exemplo anterior, o veículo elétrico necessita de aproximadamente 208 kWh mensais para percorrer 1.300 quilômetros, sem considerar as perdas de carregamento.
Se a instalação solar for dimensionada para produzir energia suficiente para atender também a essa demanda, o proprietário poderá reduzir significativamente o gasto com eletricidade comprada da distribuidora.
Entretanto, é importante esclarecer que carregar um veículo com energia solar não significa necessariamente ter custo zero de recarga.
O sistema fotovoltaico exige investimento inicial, pode apresentar despesas de manutenção e está sujeito às regras tarifárias e de compensação de energia elétrica.
O resultado econômico também depende de como a energia é utilizada: diretamente durante a geração solar ou posteriormente, por meio da compensação de créditos.
Por isso, um projeto bem dimensionado considera tanto o consumo da residência quanto a demanda adicional do automóvel.
Preciso carregar o carro durante o dia para aproveitar a energia solar?
Não necessariamente.
Em uma residência com sistema fotovoltaico conectado à rede elétrica, a energia excedente gerada durante o dia pode ser injetada na distribuidora e gerar créditos para compensar parte do consumo realizado em outros horários.
Dessa forma, o proprietário pode utilizar o veículo durante o dia e carregá-lo à noite.
É importante observar que a compensação de energia não corresponde necessariamente à eliminação integral dos custos da fatura.
As condições dependem das regras aplicáveis à instalação, incluindo as disposições da Lei nº 14.300/2022.
Quando existe a possibilidade de realizar a recarga durante o período de geração solar, o consumo direto da eletricidade produzida pelos painéis pode proporcionar vantagens adicionais.
E quanto economiza um híbrido plug-in?
Nos veículos híbridos plug-in, a economia depende principalmente da proporção de quilômetros percorridos utilizando o motor elétrico.
Vamos considerar um motorista que percorra os mesmos 1.300 quilômetros mensais, sendo 70% dos deslocamentos realizados exclusivamente no modo elétrico.
Isso representa 910 quilômetros mensais utilizando eletricidade e 390 quilômetros com utilização do motor a combustão.
Adotando consumo elétrico de 20 kWh a cada 100 quilômetros, o veículo necessitaria de aproximadamente 182 kWh mensais para os deslocamentos elétricos.
Considerando uma eficiência de recarga de 90%, a residência precisaria fornecer aproximadamente 202 kWh por mês.
Com uma tarifa residencial ilustrativa de R$ 1,00/kWh, o custo mensal da recarga seria de aproximadamente R$ 202.
Se esses mesmos 910 quilômetros fossem percorridos por um automóvel a gasolina, com rendimento de 12 km/l e combustível a R$ 6,30/litro, o gasto seria de aproximadamente R$ 477,75.
Nesse exemplo, a economia na parcela percorrida em modo elétrico seria de aproximadamente R$ 275,75 por mês, ou R$ 3.309 por ano.
Os 390 quilômetros restantes continuariam gerando despesas com combustível, conforme o consumo real do veículo híbrido plug-in.
A economia total dependerá da frequência de recarga, da autonomia elétrica disponível e do consumo de combustível do automóvel.
Com energia solar residencial, o custo da parcela elétrica poderá ser reduzido ainda mais, dependendo da geração fotovoltaica disponível e das condições tarifárias aplicáveis.
N
É necessário ampliar o sistema fotovoltaico para carregar um carro?
Depende das características da instalação existente.
Uma residência que já possui painéis solares pode apresentar excedentes de geração suficientes para atender parte da demanda adicional do automóvel.
Caso contrário, pode ser interessante avaliar a ampliação do sistema.
O dimensionamento deve considerar o consumo mensal da residência, a quilometragem percorrida pelo veículo, a eficiência energética do automóvel e a disponibilidade de área para instalação de novos módulos fotovoltaicos.
Também é necessário verificar a capacidade da instalação elétrica, a potência do carregador veicular, os circuitos de alimentação e os dispositivos de proteção.
Um carregador residencial deve fazer parte de um projeto elétrico adequado, garantindo segurança e confiabilidade durante sua utilização.
Vale a pena instalar baterias residenciais para carregar o carro elétrico?
Sistemas de armazenamento de energia, conhecidos como BESS, podem complementar a geração fotovoltaica residencial.
Essas soluções permitem armazenar parte da energia produzida durante o dia para utilização posterior, inclusive em horários nos quais os painéis solares não estão gerando eletricidade.
Dependendo do projeto, o armazenamento pode aumentar o aproveitamento da energia solar e oferecer maior flexibilidade no gerenciamento do consumo.
Além disso, sistemas com inversores e configurações adequadas podem proporcionar backup para circuitos prioritários da residência durante interrupções no fornecimento da distribuidora.
Entretanto, não é necessário instalar baterias residenciais para carregar um veículo elétrico utilizando energia solar.
A adoção de armazenamento deve ser avaliada conforme os objetivos do proprietário, considerando economia, autonomia energética, segurança e investimento.
Também é importante verificar se a potência e a capacidade das baterias são suficientes para atender às condições pretendidas de recarga veicular.
Energia solar e mobilidade elétrica: uma combinação inteligente
A integração entre geração fotovoltaica e mobilidade elétrica representa uma oportunidade para reduzir despesas recorrentes e utilizar a energia de maneira mais eficiente.
Para quem percorre aproximadamente 1.300 quilômetros mensais, a substituição de um automóvel a gasolina por um elétrico pode proporcionar uma economia expressiva no custo de energia para deslocamento.
Quando essa utilização é combinada com energia solar residencial, o potencial de economia aumenta.
Mas o melhor resultado começa com um projeto que considere o perfil de consumo da residência, o veículo utilizado, os horários de recarga e as necessidades futuras de energia.
A Vegasolar desenvolve soluções personalizadas de energia solar e armazenamento para residências, considerando eficiência energética, segurança elétrica e possibilidades de expansão.
Se você possui ou pretende adquirir um carro elétrico ou híbrido plug-in, vale a pena avaliar como sua residência pode ser preparada para aproveitar melhor essa tecnologia.
Conheça as soluções residenciais da Vegasolar e solicite uma avaliação técnica para seu projeto.


